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Biocombustíveis: entenda o que são, tipos e quais as vantagens

Os biocombustíveis são um tipo de combustível renovável e não fóssil, ou seja, eles são feitos de biomassa que são matérias-primas orgânicas!
biocombustivel

Na busca constante de novas fontes de energia renováveis, os biocombustíveis aparecem como uma solução para os combustíveis fósseis. De maneira geral, eles podem substituir a gasolina e o diesel e podem apresentar melhor eficiência, custo-benefício e menos impacto ao meio ambiente.

Vale lembrar que a queima dos combustíveis fósseis representa 87% das emissões de gases de efeito estufa no planeta. Ele é um dos setores que mais impedem o progresso mundial no corte de emissões na atmosfera, por isso, os biocombustíveis podem ser ótimas soluções para grande parte desse problema.

Conheça mais sobre os biocombustíveis.

O que são biocombustíveis?

Os biocombustíveis são um tipo de combustível renovável e não fóssil, ou seja, eles são feitos de biomassa que, de forma geral, são matérias-primas orgânicas vegetais ou animais. Eles podem substituir parcial ou totalmente os combustíveis derivados do petróleo ou gás natural em motores a combustão ou em outros tipos de geração de energia.

Atualmente eles são considerados fontes de energia sustentável e alternativa para conter as emissões de gases efeito estufa ao meio ambiente, uma vez que eles possuem baixos índices de emissão de poluentes para a atmosfera. Alguns dos biocombustíveis mais conhecidos são feitos de cana-de-açúcar, milho e mamona, formando assim o etanol ou o biodiesel. 

Como os biocombustíveis são formados?

A grande maioria dos biocombustíveis são feitos a partir de um ou mais vegetais. De maneira geral, esses materiais orgânicos são transformados em diferentes tipos de óleos vegetais, gorduras e gases. Eles ainda podem ser classificados de acordo com a matéria prima utilizada.

  • 1ª geração – vegetais

São aqueles que mais conhecemos e são produzidos em larga escala: etanol, biodiesel e biogás. Isso acontece porque o combustível pode ser feito a partir de uma gama enorme de vegetais.

  • 2ª geração – vegetais não comestíveis

Neste caso, está o etanol celulósico que pode ser fabricado a partir de vegetais não comestíveis, como é o caso de árvores, algumas espécies de plantas e até restos agrícolas e industriais.

  • 3ª geração – vegetais de rápido crescimento (microalgas)

O terceiro caso abrange intervenções mais tecnológicas, a partir da produção de biomassa no campo da genômica. A ideia é gerar plantas de rápido crescimento e que possuem propriedades para converter produtos em bioprodutos e assim otimizar a captura de carbono.

  • 4ª geração – árvores geneticamente modificadas

Nesta situação, o foco maior é promover a captura de carbono, com isso, são produzidas árvores geneticamente modificadas para conterem essa caraterística. A partir de então, essas árvores são transformadas em combustíveis e gases, sendo além de renovável, carbono negativo.

Qual a importância dos biocombustíveis?

Os biocombustíveis vieram para suprir a demanda por fontes de energia, uma vez que os combustíveis fósseis além de poluente, são finitos. No caso dos combustíveis alternativos, eles são renováveis e possuem propriedades que capturam o carbono do ambiente, auxiliando na conservação do meio ambiente. 

Dentro da indústria, eles podem ser utilizados com algumas modificações mínimas e o melhor de tudo é que o custo para sua fabricação é baixo, sendo economicamente mais viável. Os biocombustíveis também são duplamente importantes para o meio ambiente, sendo que os vegetais que são sua matéria-prima absorve o carbono do ambiente e eles emitem ainda até 90% menos gases efeito estufa ao ambiente.

Onde os biocombustíveis são utilizados?

Como atualmente já existem inúmeros tipos de biocombustíveis, eles podem ser utilizados para substituir praticamente todos os combustíveis fósseis utilizados no mundo. Com isso, eles podem ser empregados para a geração de energia elétrica, térmica e nos motores a combustão de veículos como carros, motocicletas e ônibus.

Quais são os tipos de biocombustíveis?

Etanol

Esse é o combustível mais utilizado no Brasil, uma vez que grande parte da sua produção é feita a partir da cana-de-açúcar. Mas ele também pode ser feito a partir de milho, beterraba e de eucalipto. 

Biodiesel

Esse é utilizado em veículos maiores, como caminhões e máquinas pesadas. É produzido a partir de plantas oleaginosas, sendo assim possível retirar o óleo vegetal para a fabricação. As principais plantas utilizadas são: soja, girassol, mamona, canola, dendê, entre outros.

Biogás

Esse combustível é fabricado a partir da captura de gases efeito estufa oriundos da decomposição ou fermentação de matéria orgânica. 

Óleo vegetal

Ele é retirado de plantas oleaginosas e podem por si só serem utilizados como combustíveis ou podem ser matéria-prima de outros processos.

Bioéter

Esse combustível é considerado sintético e é produzido a partir de hidrocarboneto sintético ou uma mistura de hidrocarbonetos sintéticos da biomassa.

Biomassa

É qualquer material orgânico vegetal ou animal. Pode ser lenha, bagaço de cana, resíduos agrícolas, algas, alimentos e esterco, entre outros.  

Como é a produção e a utilização dos biocombustíveis no Brasil?

O Brasil tem uma história muito antiga de utilização de biocombustíveis, principalmente por causa do tradicional plantio de cana-de-açúcar, do qual pôde ser extraído o etanol. As primeiras plantações do fruto começaram em 1500 e a partir da década de 1970 ela passou a ser utilizada para a produção do combustível como substituto da gasolina. 

Por causa da alta produção de cana-de-açúcar no país, que representa cerca de 20% da matriz energética brasileira, a federação se consagrou como a segunda maior produtora de biocombustíveis no mundo, ficando atrás somente dos Estados Unidos. Os combustíveis que mais se destacam são o etanol derivado da cana e o biodiesel. 

E falando dele, o biodiesel possui como principal matéria-prima a soja, também devido ao alto poder produtivo no país. Ainda existem outras oleaginosas que podem ser utilizadas para a fabricação, como é o caso do girassol, mamona, canola e dendê, e outras que estão sendo estudadas pela Embrapa, como o pinhão manso, a macaúba, a andiroba, o buriti, entre outros frutos dos quais é possível extrair o óleo.

O estímulo inicial para a produção de biocombustíveis no Brasil foi a crise do petróleo que aconteceu na década de 1970. Com isso, em 1975 foi criado o Programa Nacional do Álcool ou Proálcool para estimular a plantação de cana e a produção de carros movidos a álcool. Entretanto, somente isso não gerou tanto interesse econômico, o que acabou despencando a produção.

A retomada aconteceu na década de 1990 com a produção de carros flex, movidos tanto à gasolina quanto à álcool. Houve um maior investimento governamental e o início dos debates sobre o desenvolvimento sustentável que demandava ações que mitigassem os danos ao meio ambiente. 

A partir de 2004 também foi criado o Programa Nacional de Produção e Uso do Biodiesel (PNPB) para estimular a fabricação e uso do combustível. Atualmente o Rio Grande do Sul é o maior produtor do biodiesel à base de soja, enquanto São Paulo contém a maior produção de etanol do país.

Quais são as vantagens dos biocombustíveis?

As principais vantagens dos biocombustíveis estão ligadas principalmente à conservação do meio ambiente e ao setor econômico, uma vez que eles ajudam a diminuir o aquecimento global e possuem baixo custo para a produção. Mas além disso, eles também:

  • Redução do aquecimento global e efeito estufa: além de possuírem matérias primas naturais, ainda há opções que capturam do ambiente os gases efeito estufa e geram mais combustíveis renováveis.
  • Baixa emissão de CO2 na atmosfera: o processo de combustão dos biocombustíveis geram até 80% menos gases efeito estufa do que o processo feito com derivados de petróleo.
  • O Brasil possui várias opções de matéria-prima: é possível retirar o óleo vegetal (principal base para produção dos biocombustíveis) de diversas plantas, como por exemplo amendoim, babaçu, beterraba, cana-de-açúcar, canola, dendê, girassol, resíduos agrícolas, milho, soja, mamona, pinhão manso, óleo de palma e trigo.
  • Biocombustíveis são renováveis: as matérias-primas utilizadas são orgânicas e renováveis, uma vez que vêm da natureza que possui ciclos que se renovam.

Quais são as desvantagens dos biocombustíveis?

Como todo processo de fabricação, há alguns obstáculos que podem prejudicar os biocombustíveis, principalmente porque eles estão ligados à agroindústria que é um dos setores mais poluentes do mundo. Com isso, embora eles emitam poucos gases efeito estufa, o seu processo de produção nas indústrias geram resíduos poluentes no ar e na água. Além disso, há outros pontos de preocupação:

  • Cultivação agrícola intensiva em larga escala: para a produção à base de vegetais é necessário grandes plantios que muitas das vezes ocupam áreas naturais.
  • Aumento dos índices de desmatamento em áreas naturais: com isso, ocorrem queimadas e desmatamentos de grandes florestas, eliminando a biodiversidade local.
  • Avanço das monoculturas de espécies vegetais diversas: a plantação das espécies de vegetais para os biocombustíveis em grandes áreas limita o desenvolvimento de ecossistemas da região.
  • Impacto ambiental no solo, ar e água fruto das plantações: a própria fabricação depende de muita utilização de água, o que faz com que as indústrias se instalem em locais próximos a rios, contribuindo para a poluição.

De maneira geral, os biocombustíveis são importantes e uma ótima alternativa para substituição dos combustíveis fósseis. Eles também são economicamente viáveis para os produtores e consumidores, uma vez que o custo é baixo. Um ponto importante a se considerar é que por exemplo, no caso do etanol, o gás carbônico liberado na sua utilização é compensado com as plantações da cana que absorvem esse gás.

Ainda há pesquisas que contribuem para a fabricação de combustíveis à bases de plantas geneticamente modificadas que gerariam carbono zero durante a combustão, ou até a produção de biocombustíveis à base dos substratos dos vegetais utilizados de maneira convencional no etanol e no biodiesel.

Entretanto, também existem fatores limitantes para a disseminação dos biocombustíveis no país e talvez os que mais impactam é a falta de motores preparados para receber esses combustíveis e a agroindústria que os produz, uma vez que elas também geram um grande contingente de poluição. 

É necessário mais investimento em estudos que proporcionem alternativas aos problemas encontrados dentro dos biocombustíveis para que então eles se tornem a principal opção para a mitigação da utilização de combustíveis derivados de petróleo.

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