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Reciclagem: o que é e qual sua importância

Segundo a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), reciclagem é o processo em que há a transformação do resíduo sólido que não seria aproveitado, com mudanças em seus estados físico, físico-químico ou biológico, de modo a atribuir características ao resíduo para que ele se torne novamente matéria-prima ou produto.

 A partir da  Revolução Industrial que  trouxe consigo novos patamares de produção, a situação do descarte se tornou algo mais complexo e preocupante. Se antes o lixo era constituído apenas de material orgânico, agora ele tem características diversas, como por exemplo, eletrônico, radioativo, industrial, químico, entre outros. A  partir desse momento histórico, a preocupação com a quantidade de lixo produzida pelo homem moderno, despertou o interesse de biólogos, ecologistas e estudiosos da área acerca dos problemas causados pela poluição ambiental, bem como do descarte de materiais que supostamente poderiam ser reaproveitados.

 É possível observar que essa prática que faz parte dos 5Rs’ possui diversas vantagens, tanto econômicas, tanto ambiental, uma vez que economizamos matéria prima e os gastos excessivos com um produto que não  precisamos. Dessa forma, pegar algo que não tem mais utilidade e transformá-lo novamente em matéria-prima pode ser feito de várias maneiras e vemos o resultado desse processo no nosso cotidiano.

As fases básicas da reciclagem são a coleta de materiais residuais, seu processamento ou fabricação em novos produtos e a compra desses produtos, que podem então ser reciclados. Para o sistema fechar e a reciclagem ser completa, precisamos da coleta seletiva feita nas nossas casas e dos trabalhadores que atuam nessa área que sabem como lidar com cada tipo de objeto no lixo.

Reciclagem interna e externa 

Existem dois grandes tipos de operações de reciclagem: interna e externa. A reciclagem interna é a reutilização em um processo de fabricação de materiais que são um produto residual desse processo. É muito comum na indústria de metais, por exemplo. A fabricação de tubos de cobre resulta em certa quantidade de resíduos na forma de extremidades e guarnições de tubos; este material é fundido novamente e remodelado. Outra forma de reciclagem interna é observada na indústria de destilação, na qual, após a destilação, o mosto do grão gasto é seco e transformado em um alimento comestível para o gado.

A reciclagem externa é a recuperação de materiais de um produto que se desgastou ou tornou-se obsoleto. Um exemplo de reciclagem externa é a coleta de jornais e revistas velhos para repolpagem e sua fabricação em novos produtos de papel. Latas de alumínio e garrafas de vidro são outros exemplos de objetos do cotidiano que são reciclados externamente em larga escala.

 Esses materiais podem ser coletados por qualquer um dos 4 métodos principais:

  1. Postos de Entrega Voluntária (PEV): Dispostos em alguns lugares estratégicos de bairros, no qual o cidadão deposita seus resíduos nos contêineres dispostos para os diversos tipos de resíduos.
  2. Postos de Troca: Aqui o cidadão leva seus resíduos e os troca por algum bem. Por exemplo, há postos em que o cidadão ganha sabão desde que leve seu óleo utilizado.
  3. Porta a Porta: Nesse modelo de coleta seletiva, os trabalhadores recolhem os resíduos nos bairros deixados pelos moradores em determinado dia da semana.
  4. Programa Interno de Coleta Seletiva (PIC): Em parceria com a associação de catadores de lixo esse programa é realizado em Instituições públicas e privadas

Coleta Seletiva na reciclagem e sustentabilidade 

Até o processo final da reciclagem existem várias etapas, dentre elas, a coleta seletiva. Essa é a primeira etapa, pois consiste na otimização dos processos que serão destinado adequadamente para o lixo. Dessa forma, quando separamos adequadamente o lixo estamos facilitando muito o seu tratamento pelos trabalhadores da área e consequentemente diminuímos as chances de impactos nocivos para o ambiente e para a saúde da vida do planeta. 

Não é a toa que a coleta seletiva é um dos pilares do consumo sustentável. O descarte inadequado do lixo pode acabar indo para bueiros, rios e mares e causando transtornos e até problemas de saúde pública. 

Então, como que a coleta seletiva? Você pode ser a pessoa que tomará iniciativa na sua casa, prédio, bairro ou região e propor para as pessoas a separação adequada do lixo na residência de cada um. A partir disso você consegue iniciar a relação entre reciclagem e sustentabilidade na sua região

Dez cores de lixeira para cada tipo de resíduo:

reciclagem e sustentabilidade
reciclagem e sustentabilidade
  • Azul: papel/papelão
  • Vermelho: plástico
  • Verde: vidro
  • Amarelo: metal
  • Preto: madeira
  • Laranja: resíduos perigosos (como pilhas e baterias)
  • Branco: resíduos de hospitais e serviços de saúde
  • Roxo: lixo radioativo
  • Marrom: lixo orgânico
  • Cinza: lixo não reciclável, contaminado ou cuja separação não é possível

As lixeiras mais comuns colocadas em prédios ou adotada na casa das pessoas são: azul, vermelho, verde e amarelo. Se  os resíduos fossem separados nessas categorias, facilitaria muito na destinação correta de itens para ser recicláveis. 

As prefeituras das cidades costumam incentivar e ter programas para o recolhimento do lixo separado, como por exemplo, a prefeitura de Belo Horizonte que instalou containers nas cores padrão definidas pela Resolução do Conama. Essa é a coleta seletiva ponto a ponto . 

A população separa os recicláveis em sua residência ou no local de trabalho e os deposita em contêineres instalados. tem a coleta seletiva porta a porta , onde  os materiais recicláveis são separados pelos moradores e colocados na calçada para ser coletados pelas equipes da SLU. 

Atualmente, o serviço está presente em 36 bairros, alcançando uma população aproximada de 390 mil pessoas, em 125 mil domicílios. É realizada uma vez por semana. 

Trabalhadores da área da reciclagem

O grande crescimento dos catadores de lixo foi a partir de meados dos anos 90, onde as pessoas encontraram na catação um meio para sua sobrevivência. 

É verdade que essa profissão não tem nenhum vínculo empregatícios, é um trabalho informal, desvalorizado, mal visto e muitas vezes perigoso, pois ao manusear o lixo pode ter algo contaminado ou cortante e esses trabalhadores não possuem nenhum tipo de equipamento para proteção. 

Mas, não podemos negar que o que muita gente considera dispensável ou descartável acaba sendo o fies de sustento de muitas famílias espalhadas pelo Brasil. 

Catadores de Lixo

Uma pesquisa do IBGE, em 2008, estimou a presença de mais de 70 mil catadores de materiais recicláveis no Brasil, sendo 13.049 pertencentes apenas ao estado de São Paulo. 

Afinal, do que essas pessoas vivem? Caso o lixo ainda não tenha sido separada dentro da residência de cada um, o que na verdade é o ideal ( coleta seletiva) , esses trabalhadores separam os lixos e depois vendem por um preço baixo, por isso a grande importância de se conseguir volume. 

Alguns catadores preferem trabalhar individualmente e já outros gostam de trabalhar em cooperativas. Um exemplo de cooperativa bem famosa no estado de Minas Gerais que une reciclagem e sustentabilidade é a Asmare, Associação dos Catadores de Papel, Papelão e Materiais Reaproveitáveis de Belo Horizonte e lá tem exemplos de profissionais que sustentam sua família pela reciclagem. 

Será que esses profissionais sabem o bem que fazem ao meio ambiente também? Na Asmare sim! Eles sabem sobre educação ambiental e que sua atividade de trabalho é um dos pilares do consumo sustentável.

Benefícios econômicos e ambiental

  • Economia de energia e matérias-primas. Menos poluição do ar, da água e do solo.
  • Melhora a limpeza da cidade, já que o morador que adquire o hábito de separar o lixo, dificilmente o joga nas vias públicas.
  • Gera renda pela comercialização dos recicláveis. Diminui o desperdício.
  • Gera empregos para os usuários dos programas sociais e de saúde da Prefeitura.
  • Dá oportunidade aos cidadãos de preservarem a natureza de uma forma concreta, tendo mais responsabilidade com o lixo que geram.
  • A cada 28 toneladas de papel reciclado evita-se o corte de 1 hectare de floresta
  • 1 tonelada de papel novo precisa de 50 a 60 eucaliptos, 100 mil litros de água e 5 mil KW/h de energia
  • 1 tonelada de papel reciclado precisa de 1.200 Kg de papel velho, 2 mil litros de água e 1.000 a 2.500 KW/h de energia.
  • É 100% reciclável. 1 kg de vidro reciclado produz 1 kg de vidro novo.
  • 1 tonelada de vidro reciclado evita a extração de 1,3 tonelada de areia, economiza 22% no consumo de barrilha (material importado) e 50% no consumo de água.
  • 100 toneladas de plástico reciclado evita a extração de 1 tonelada de petróleo.
  • Na reciclagem de 1 tonelada de alumínio economiza-se 95% de energia (são 17.600kwh para fabricar alumínio a partir de matéria prima virgem contra 750kwh a partir de alumínio reciclado), 5 toneladas de bauxita e evita-se a poluição causada pelo processo convencional: redução de 85% da poluição do ar e 76% do consumo de água.

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